Praça do Patriarca, nº 100 a 116; Rua Líbero Badaró, nº 274 a 284
Número de pavimentos: nove mais porão e ático
Ano de conclusão: 1924
Uso atual: escritórios
Proteção: Conpresp

Cartão postal dos anos 20
Este edifício foi construído logo após a abertura da Praça do Patriarca nos anos 20. Projetada como um dos espaços públicos mais nobres da cidade, a praça prontamente recebeu uma série de construções de grande refinamento e qualidade estética. Este prédio compõe um elegante conjunto dos anos 20 com o Edifício Lutétia, que pode ser visto ainda em construção no cartão postal acima.
O
estilo do edifício é o Luís XVI, com influência da escola de Chicago. O ritmo é
definido pelas pilastras que se elevam por vários andares e acentuam a
verticalidade do prédio. Balcões circulares de ferro batido se projetam na
altura do quarto andar. A grande superfície envidraçada confere leveza ao
edifício, sendo que no oitavo andar, as janelas são em arco e acima deste a cornija
sustentada por mísulas define o coroamento, encimado por platibanda em
balaustrada. A superfície é caracterizada por bossagem e painéis almofadados.
Externamente o prédio mantém as características originais, exceto o térreo que foi totalmente modificado. O imóvel pertenceu ou ainda pertence à seguradora Sul América. Seja quem for o proprietário, nada tem feito para remover as pichações da fachada.
A firma Siciliano & Silva Engenheiros Construtores foi responsável pela construção desse e inúmeros prédios em concreto armado na década de 20, como é o caso do Edifício Guajara, o da Líbero Badaró 480, a antiga Secretaria da Viação e Obras Públicas na r. Riachuelo, etc. Seus sócios foram Heribaldo Siciliano e Antonio Alves Vilares da Silva.
Alexandre Siciliano, natural de Piracicaba, diplomou-se engenheiro-arquiteto pela Escola Politécnica em 1903. Foi um dos fundadores do Instituto de Engenharia em 1917, vereador em São Paulo, fundador e primeiro presidente da Vasp.
Antonio Alves Vilares da Silva nasceu em Campinas em 1885. De família pobre e órfão de pai, formou-se a muito custo na Escola Politécnica em 1911. Em 1919 associou-se a Alexandre Siciliano na criação da firma Siciliano & Silva, considerada a pioneira no uso do concreto armado. Esse novo material possibilitou o início da verticalização em São Paulo, onde prédios de 8, 10 andares construídos com essa técnica começaram a se impor na paisagem até então dominada por sobrados. Vários desses novos prédios foram construídos pela firma Siciliano & Silva, que até hoje nos deixou uma marca de bom gosto e refinamento no centro de São Paulo.