Edifício Lutétia

Praça do Patriarca, nº 56 a 96; Rua São Bento, nº 177 a 185

Número de pavimentos: 9 mais porão e ático

Ano de conclusão: final dos anos 20

Proteção: Z8 200 - 003

 

A Praça do Patriarca é uma das mais novas do centro de São Paulo - começou a ser aberta em 1912, com a demolição da extremidade da quadra entre as ruas São Bento, Direita, Miguel Couto e Líbero Badaró, e só foi concluída em 1926. No novo alinhamento com a Rua da Quitanda, surgiram 2 magníficos prédios - um deles o Edifício Lutétia.

Projeto de Ramos de Azevedo e propriedade Armando Álvares Penteado, cujo monograma adorna todo o prédio. Pertencente a uma das mais poderosas famílias da oligarquia do café - era um dos cinco filhos do conde Antonio Álvares Penteado, dono da Fazenda Palmares, com 750.000 pés de café, da Fábrica de aniagens Santana, no Brás, benemérito da Escola de Comércio Álvares Penteado e construtor da Vila Penteado, em Higienópolis.

Armando Álvares Penteado, o filho, vivia metade do ano em Paris e a outra metade em São Paulo, pois como toda a elite paulistana da época, era francófilo e admirador incondicional da cultura e da arquitetura francesa. O prédio da Praça do Patriarca não podia deixar de espelhar essa influência francesa, revelada no próprio nome Lutétia. Coroamento com falsa mansarda, esplendidamente ornamentado com medalhões, guirlandas, cornijas e balcões de ferro batido.

O interior do edifício mantém as características originais, entre as quais os elevadores importados.

Ao falecer em 1947, legou diversos bens e imóveis para a criação da Fundação Armando Álvares Penteado. Desde 2000 a Fundação vinha restaurando a sua parte do imóvel, e agora em 2004, presenteou a cidade com sua abertura ao público em com diversas exposições culturais. Infelizmente, o prédio é dividido com mais dois proprietários, sendo que cada um deles pintou a fachada à sua maneira, o que prejudicou a unidade do edifício. A pior restauração ocorreu no bloco da esquina com a rua São Bento, onde até a mansarda  foi pintada - e mansarda não se pinta.

De qualquer forma, o terceiro bloco do prédio, de propriedade do Banco do Brasil, também está sendo restaurado, e esperamos que os arquitetos responsáveis sigam o bom exemplo dado pela FAAP.

Clique nas imagens para ampliar:

Detalhe da porta de entrada com o monograma de Armando Álvares Penteado

Detalhe da fachada do edifício

Ornamentação da porta de entrada

Detalhe do arremate do edifício

Balcão de ferro

Consolo

Placa na entrada

Lustre

Detalhe do piso em xadrez

Placa no elevador

Elevador

Guarda-corpos da escada

Piso em mosaico

Piso em mosaico

Agradecimentos: Ana Maria Lattes (assessora de imprensa - FAAP); Cecília Zuchi

Edmundo  Rubies Jorge Rubies Jorge Eduardo RubiesJorge  Eduardo Rubies