AJUDEM A SALVAR O PRÉDIO DO

HOTEL DAS BANDEIRAS

Atualização 09/11/05: no curtíssimo prazo da campanha (apenas dois dias) conseguimos um expressivo número de adesões, tendo o requerimento sido entregue na segunda-feira ao Conpresp, e após entendimentos entre o Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura e a Companhia do Metrô a demolição dos prédios foi suspensa indefinidamente, uma grande vitória dos que zelam pela preservação do nosso patrimônio arquitetônico. Hoje a Campanha pela Preservação do Hotel das Bandeiras foi tema de matéria no Jornal da Tarde e no Estadão. Agradecemos a todos os que aderiram ao nosso manifesto, e a luta continua até que os imóveis estejam definitivamente salvos e restaurados.

O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO

xxxx

Ao Exmo. Sr. Professor Doutor José Eduardo de Assis Lefèvre
Presidente do CONPRESP - Conselho Municipal De Preservação Do Patrimônio Histórico, Cultural E Ambiental Da Cidade De São Paulo


REQUERIMENTO

Nós, do Comitê pela Preservação do Hotel das Bandeiras, solicitamos através deste documento a preservação pelo Conpresp do prédio do Hotel das Bandeiras, de 1922, na avenida Cásper Líbero, e do prédio art déco que foi ocupado pela Secretaria Municipal das Finanças, ambos ameaçados de demolição pelo metrô. Os dois prédios constituem um patrimônio arquitetônico da cidade de São Paulo, e são elementos da maior relevância na paisagem da região da Estação da Luz. O Hotel das Bandeiras é o único daquele lado da avenida a ter sobrevivido ao alargamento da via nos anos 40, por já ter sido construído com recuo frontal.

Não existe argumento minimamente consistente que justifique a demolição desses imóveis; não há em absoluto incompatibilidade entre a construção da importantíssima linha 4 do metrô e a preservação dos imóveis em questão. Negar tal fato seria inclusive desmerecer o nível internacional de excelência atingido pela engenharia brasileira há décadas. A cidade de Paris, por exemplo, é uma das mais modernas do mundo mesmo tendo mantido totalmente preservado o seu centro, construído em grande parte no século XIX, e aliás cortado por inúmeras linhas de metrô. Como disse Marisa Assumpção “a cidade moderna zela pelo patrimônio em vez de destruir aquilo que não entende”(*)

A construção do metrô de São Paulo sacrificou um sem-número de bens da maior importância histórica e arquitetônica. Um exemplo é o Palacete Santa Helena, demolido em 1971 e que agora se torna objeto de um livro que será lançado em breve. A demolição do Palacete Santa Helena seria inadmissível nos dias de hoje, bem como a do prédio do Caetano de Campos, que esteve ameaçado no final dos anos 70 - na época, alegava-se que seria impossível a construção da estação República sem a derrubada do imóvel. Porém, a sociedade se mobilizou e exigiu a preservação do Caetano de Campos, e hoje tanto a estação como o prédio estão lá. Como no caso do Caetano de Campos, a ameaça de perda dos prédios da região da Luz está sendo repudiada pela sociedade, e será especialmente repudiada pelas futuras gerações de paulistanos, que certamente farão o mais severo juízo a respeito dos eventuais responsáveis por tal ato.

A preservação e restauração dos prédios custará uma fração do custo total da linha 4 do metrô, e a construção de um metrô moderníssimo respeitando os monumentos do passado será motivo de grande orgulho para nós paulistanos; o contrário será mais uma mostra de nosso descaso com o passado e pior de tudo, da nossa incapacidade de aprender com o passado.

Por esses motivos, solicitamos ao CONPRESP que acompanhe o impecável parecer técnico do DPH no sentido de preservar os prédios em questão. Além disso, chamamos a atenção do Conpresp para um prédio na mesma quadra na esquina das ruas Brigadeiro Tobias e Washington Luís, a fim de que não venha a ser ameaçado de demolição pelo metrô, e informamos que o Comitê não se desmobilizará após a decisão sobre tais prédios, pelo contrário, continuará lutando pela preservação de outros bens ameaçados na região da estação da Luz, especialmente do prédio do final do século XIX na esquina das ruas Mauá e Couto de Magalhães, ameaçado por uma absurda proposta de alargamento da rua Mauá.

* Assumpção, Marisa. In "Cartas de leitores". O Globo, rio de Janeiro, 26.05.99. apud Nonato, José Antonio e Santos, Nubia Melhem. Era uma vez o Morro do Castelo. Rio de Janeiro, Iphan, 2000, 2ª ed. pg. 306.

O PRÉDIO DO HOTEL DAS BANDEIRAS É DO POVO DE SÃO PAULO

São Paulo, 4 de novembro de 2005.

Adesões até o meio dia do dia 13/12/05:
 

NOME

CIDADE

Anderson Cândido

Rio de Janeiro

Andre Euphrasio da Silva

São Paulo

André Luis Buzzulini

Osasco

Artur Gody Amoroso

São Paulo

Bruno de Carvalho Lana

Belo Horizonte

Camila Marques

 

Cassia Magaldi

São Paulo

Dalton Valim Alcoba Ruiz

Campinas

Daniel Catelli Amor

São Paulo

Daniela Fernanda Costa Santos

São José dos Campos

Edmundo Otavio Rubies

Nova York

Eduardo Britto

São Paulo

Eduardo Castanho

São Paulo

Eduardo Maia Perez

Salvador

Eloisa Capeleto Jampaulo

Bauru

Eryca Lourenço de Souza

São Paulo

Felipe Gomes Biavo

São Paulo

Gabriel Rostey

São Paulo

Gabriela Japiassú Viana

Rio de Janeiro

Inajara

Osasco

Isaura Maria Accioli Nobre Bretan

Botucatu

Jean Carlos Fajardo

 

Jorge Eduardo Rubies

São Paulo

José Geraldo de Moura Júnior

Belo Horizonte

José Rodolfo Chufan Gonçalves Mendes

São Paulo

Laércio Monteiro Júnior

São Paulo

Luis Roberto Costa

São Paulo

Luiz Fernando Maksemovicz Moreira

São Paulo

Luzia Creuza de Souza

 

Marco Antonio Misael Serafin

São Paulo

Marcos Fernandes Calixto Rios

São Paulo

Maria Ivone Neto Cordeiro

Osasco

Maria Socorro Figueiredo dos Santos

Fortaleza

Mariana Letícia Pires

Campinas

Maristela Serrano Smeraldi

Campinas

Michel H. Chaui do Vale

São Paulo

Morgana Guzela

Curitiba

Nabil Bonduki

São Paulo

Nelson Dupré

São Paulo

Nikolas Kappes Fajardo

 

Onivaldo Bretan

Botucatu

Pollyana Simplicio Sena

Dourados

Rosiane Dias Mota

Goiânia

Rosimeri Kappes

 

Sérgio Azevedo Capillé

São Paulo

Tatiane Carvalho Ortigosa

 

Tatiane Luzia da Costa Cornetti

São Paulo

Thales Ribeiro de Magalhães

Rio de Janeiro

Thiago Mendes Bentancour

São Paulo

Tiago Lenon de Almeida

Guarulhos

Vanessa Wosniak

Curitiba

Vanusa Kappes

 

Vera Lucia Dias

São Paulo

Obs. Se você já havia aderido à campanha e não viu seu nome na lista, por favor envie um email para hoteldasbandeiras@piratininga.org para que façamos a correção.
 

O prédio do Hotel das Bandeiras em 1929. Observar o recuo do imóvel, que permitiu sua salvação quando do alargamento da avenida Cásper Líbero nos anos 40 Foto do livro "São Paulo, anos 20: andar, vagar, perder-se, de João Luiz Musa, Evandro Carlos Jardim e Ricardo Mendes. Ed. Melhoramentos


O prédio da r. Brigadeiro Tobias que foi ocupado pela Secretaria Municipal das Finanças

(Para nos contatar, utilize o nosso email)

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