O Estilo Missões ou Estilo Mexicano

 

 

O Estilo neocolonial no Brasil possui duas vertentes, ambas importantíssimas na história da nossa arquitetura e na formação de nossas paisagens urbanas: o neocolonial luso-brasileiro e o neocolonial hispano-americano. Existe alguma confusão terminológica, mas os termos consagrados para se referir ao neocolonial hispano-americano é estilo missões ou estilo mexicano, enquanto que o neocolonial luso-brasileiro é denominado simplesmente neocolonial. O estilo missões, em particular, alterou de maneira marcante a paisagem de inúmeras cidades brasileiras, inclusive de São Paulo, nos anos 30. E depois foi completamente esquecido, a ponto de não haver um só livro a respeito no Brasil - só passagens esparsas em algumas publicações aqui e acolá, geralmente em tom depreciativo, além de um ou outro trabalho acadêmico. E no entanto, em seu bairro, em sua rua ou mesmo em sua casa é possível que o estilo missões esteja presente.

O movimento da arquitetura neocolonial se espalhou por toda América Latina a partir da década de 1910, e ironicamente foi nos Estados Unidos que se iniciou, no final do século XIX, naquelas áreas que haviam sido colonizadas pelo império espanhol (a Califórnia, o Novo México, o Arizona, o Texas e a Flórida).

A colonização espanhola no atual sudoeste dos Estados Unidos se fez presente principalmente através das missões franciscanas junto aos indígenas. Lá pela década de 1880, os norte-americanos começaram a redescobrir, se interessar e estudar seriamente a arquitetura das regiões que haviam conquistado do México algumas décadas antes. Um fator importante para isso foi a literatura, especialmente o livro Ramona, best-seller de Helen Hunt Jackson que romantizava e idealizava a vida na Califórnia colonial.

Desse amor pela arquitetura colonial hispano-mexicana surgiu um movimento de preservação dos  monumentos coloniais do sudoeste dos Estados Unidos. Um jornalista de Massachussetts chamado Charles Fletcher Lummis, encantado com os povos indígenas, a natureza e a arquitetura colonial  da região, fundou uma série de extremamente bem-sucedidas organizações preservacionistas, de defesa do meio ambiente, de apoio aos índios e também de restauração e conservação das missões franciscanas - o Landmarks Club - no ano de 1895.

O interesse pela arquitetura colonial não se limitou apenas à preservação de seus remanescentes, mas também na adoção das suas características nas novas construções, dando origem ao estilo missões. Como ensina Rexford Newcomb, historiador do estilo missões, em sua obra já clássica de 1937 "...no geral os tipos da Nova Inglaterra frígidos, concebidos em madeira estavam mal adaptados, climaticamente e historicamente, a refletir o tipo de vida desenvolvidos nessas terras semi-áridas, iluminadas pelo Sol, do Velho Sudoeste. Pouco a pouco, a incongruência de tentar fazer com que essas formas 'estrangeiras' expressassem a vida e o pensamento nesse vasto domínio hispânico feneceu tanto para os arquitetos como para os leigos, com a conseqüência de que no último quarto de século cresceu em cada um desses estados um apreço incondicional por essas belas estruturas antigas e um desejo genuíno de fazer delas, através do lindamente apropriado precedente que possibilitam, a inspiração para novas obras arquitetônicas, tanto privadas como públicas (tradução minha)".(1)

Já na década de 1880 se construíam os primeiros exemplares desse novo estilo, como os edifícios do campus da Universidade Stanford em Palo Alto. O pavilhão da Califórnia na Exposição Internacional de Chicago de 1893 é considerado como a consagração do estilo missões, e a partir daí, sua popularização  foi tremenda.  No período em que esteve em voga, a Califórnia experimentou um acelerado desenvolvimento econômico e recebeu um intenso fluxo migratório de outras partes dos Estados Unidos. Estima-se que 1.000.000 de casas haviam sido construídas no estilo missões no sul da Califórnia até 1939.(2) Cidades inteiras da Califórnia foram edificadas ou reedificadas buscando-se uma identidade arquitetônica baseada nesse estilo, como Pasadena, Palm Springs e Santa Barbara.(3) O estilo missões foi aplicado em uma infinidade de programas, uma prova de sua versatilidade: escolas, fóruns, paços municipais, igrejas, hotéis, estações ferroviárias, prédios comerciais, cinemas... o Castelo Hearst, em San Simeon, na Califórnia, o Beverly Hills Hotel, a estação do Texas em San Antonio, o Fórum de Santa Barbara, são apenas alguns dos exemplos notáveis da arquitetura neocolonial hispano-americana nos Estados Unidos.

Os estudiosos da arquitetura norte-americana dividem em dois períodos a evolução do estilo neocolonial no país: de 1885 a 1915, o chamado Mission Revival manteve uma maior fidelidade à arquitetura colonial da região. A partir de 1915, buscou-se na própria  Espanha a inspiração - é o chamado "Spanish Revival", ou "Spanish Colonial Revival". Cabe notar que a expressão "Mission Style" se consolidou somente nas décadas de 50 e 60, ou seja, depois que o estilo foi caiu em desuso; antes disso tanto o "Mission" como o "Spanish Colonial" eram chamados indistintamente de "Spanish Colonial Style".

A Grande Depressão e a II Guerra Mundial praticamente paralisaram por cerca de quinze anos o setor de construção de imóveis nos Estados Unidos. Com a retomada desse mercado, na segunda metade dos anos 40, o estilo moderno já havia varrido do mapa o missões e todas as demais manifestações da arquitetura de época.

Na América Latina, a introdução do neocolonial deu-se bem depois - somente a partir da década de 1910 - e se nos Estados Unidos um fator determinante para o sucesso deste estilo foi uma visão idealizada e romantizada do período colonial, muito bem capitalizada aliás pelo mercado imobiliário, nos países latino-americanos, inclusive no Brasil, o neocolonial teve um forte componente ideológico. Após o processo de independência política da América Latina, havia se dado uma forte rejeição a tudo o que tinha que ver com o passado colonial, inclusive nas artes. A Europa ditou sem maiores contestações os rumos da arquitetura e da arte latino-americanas até os primeiros anos do século XX, e então o nacionalismo levou à busca por uma identidade regional, o que se deu através do resgate da arquitetura colonial. Voltaremos ao assunto com mais detalhes, num artigo específico sobre o neocolonial luso-brasileiro. Por enquanto, é suficiente dizer que ainda que justificado com bases ideológicas, como supostamente fundado em nossas tradições culturais e nas raízes mesmas da nacionalidade brasileira, na verdade nunca chegou a desbancar a preferência pelos estilos acadêmicos europeus. E nos anos 30 foi suplantado largamente pelo estilo missões, para o qual os puristas do neocolonial torciam o nariz.

O introdutor do estilo missões no Brasil teria sido o arquiteto Edgar Viana, com inúmeros projetos de casas no Rio de Janeiro nos anos 20, e ainda com um projeto para o pavilhão do Brasil na Exposição Internacional da Filadélfia que mesclava o missões ao neocolonial. Embora os primeiros exemplares da arquitetura em estilo missões na cidade apareçam já no final dos anos 20, foi como já dissemos na década de 30 que a febre de construções desse estilo se espalhou por São Paulo e pelo Brasil. Não há bairro em São Paulo onde se tenha construído nos anos 30 que não guarde ainda os seus exemplares do estilo missões - desde modestas casinhas dos loteamentos para operários às mansões dos bairros da elite. Em um estudo sobre o Jardim América, bairro originalmente de classes média e média alta, de 102 projetos de casas entre 1935 e 1940 que foram analisados pela autora, nada menos que 46 eram no estilo missões. (4)

Casa em estilo missões no centro de S. Miguel Paulista - clique para ampliar

Como explicar tamanha popularidade? O motivo principal que geralmente se aponta é a influência de Hollywood. No final dos anos 20 o cinema já era uma das principais diversões do paulistano; as pessoas já se inspiravam avidamente nas estrelas de Hollywood e no American way of life, inclusive no modo de morar. E as mansões dessas estrelas, conhecidas do público brasileiro através das revistas semanais, seguiam na sua arquitetura o estilo missões. Essa explicação me parece simplista demais. Inclusive porque, quando analisamos o estilo em São Paulo, realmente as primeiras casas, do final dos anos 20, parecem inspiradas na arquitetura das mansões da Califórnia. No entanto, nos anos 30, o estilo missões em São Paulo adquiriu características próprias que o distanciaram dos modelos hollywoodianos.

Me parece que, embora Hollywood tenha contribuído para a difusão do estilo no Brasil, outros fatores podem ter sido tão ou mais importantes. Um deles: a própria beleza do estilo missões. Como observou o historiador da arquitetura Paulo Santos, "o Neo-colonial era grave e viril, o Mission Style gracioso e delicado (...) Na luta pela sobrevivência, seriam as formas hispânicas - talvez mais livres e menos anacrônicas - as que mais resistiram."(5)

O missões talvez tenha sido uma alternativa para aqueles que gostariam de construir com uma arquitetura de raízes regionais mas que não conseguiam se seduzir pelo aspecto "grave e viril" do neocolonial luso-brasileiro.  Aliás, em São Paulo pode-se encontrar um bom número de construções híbridas, que mesclam elementos do neocolonial e do missões. Um exemplo  é o casarão da av. Pacaembu esquina com r. Itabaquara, talvez o mais luxuoso da área, e que possui ainda ornamentos art decô, perfeitamente preservada, porém infelizmente pintada com uma escura e brilhosa tinta anti-pichação.

Mansão na av. Pacaembu - clique para ampliar

Outro dado intrigante é que apesar da incrível popularidade do estilo, foi utilizado quase que exclusivamente em casas; fora elas, apenas um ou outro predinho residencial com comércio no térreo, como o belo exemplar da r. Augusta, esquina com alameda Jaú, algumas vilas, cujo melhor exemplo é a vila da rua Taguá, e principalmente os interessantíssimos postos de gasolina (descritos com maior detalhe no final do artigo). Coincidência ou não, no mesmo período em que o missões esteve em voga (final dos anos 20 até o início dos anos 40), o art decô floresceu, e com este ocorreu o caso inverso: utilizadíssimo em prédios comerciais e residenciais, foi raramente adotado em projetos de casas. 

Vila em estilo missões na rua Taguá (Liberdade). Clique p/ ampliar

Já no Rio de Janeiro, além de inúmeras casas, a sede do Botafogo foi construída no final dos anos 20 no estilo missões; e finalmente em Araxá temos o maior prédio do estilo no Brasil, o Grande Hotel de Araxá, de 1943.

No Brasil o missões e os demais estilos historicistas foram varridos do mapa com o triunfo do modernismo, com exceção do neoclássico e do neocolonial luso-brasileiro, que por tradicionalismo continua a ser empregado até os dias de hoje (não é difícil encontrar nos classificados dos jornais anúncios de "vendo casa em estilo colonial").

A campanha contra o estilo missões

Os defensores do modernismo procuravam justificá-lo desqualificando os estilos anteriores, e o missões, talvez por ser o último estilo de época introduzido no Brasil, foi particularmente atacado. Também contribuiu para a animosidade contra o missões o fato de boa parte dos expoentes do modernismo serem egressos do neocolonial. Os modernistas classificavam o estilo missões como uma verdadeira aberração e uma degeneração do neocolonial, como Luís Saia, que qualifica o missões como uma derivação "irresponsável" daquele, (6) que embora também criticado pelos ideólogos do movimento moderno, é pintado com muito melhores cores.

Essa visão preconceituosa foi compartilhada inclusive por alguns expoentes do estilo missões que depois se converteram ao modernismo e renegaram sua produção anterior. Na verdade, o assunto virou tabu, como se fosse uma mancha no passado desses profissionais, caso de Eduardo Kneese de Mello, que quando procurado para uma entrevista para um trabalho acadêmico sobre o estilo missões, reagiu de forma inusitada:

"Quando o procurei para uma entrevista sobre este trabalho, ele chegou mesmo a ficar indignado, embora não deixasse que a indignação transparecesse, já que é um homem extremamente gentil e bem educado. Há uma grande preocupação por parte dos arquitetos em esconder um período de mais de trinta anos de produção arquitetônica, apenas pelo fato dessa produção ter sido inconseqüente e leviana em face da arquitetura contemporânea. Não acho que seja justo apagar da memória esse período, por esse fator, que como veremos, na minha opinião é mais importante para os arquitetos que para o público usuário". (...) "A vergonha desse período é tão grande que encontrar referência em textos teóricos é quase impossível".(7)

Talvez essa hostilidade explique porque até hoje os órgãos de preservação não tenham se interessado na proteção dos cada vez mais raros exemplares do estilo missões na cidade. Nos anos 80 ainda era comum encontrar ruas inteiras construídas nesse estilo. De lá para cá, a devastação foi tremenda. As últimas casas em estilo missões continuam a ser demolidas todos os dias, seus mais importantes remanescentes são destruídos invariariavelmente para a construção de prédios ou mesmo casas de qualidade arquitetônica e estética no mínimo discutível. Um exemplo são os bairros dos Jardins, embora "tombados" pelos órgãos de preservação, têm assistido nos últimos anos à perda de suas mais belas residências, já que o tombamento permite a desfiguração ou a demolição de qualquer imóvel do bairro. Especialmente grave é o caso da av. 9 de Julho, cuja recente valorização imobiliária levou à demolição de quase todos os casarões nos estilos missões e neocolonial em questão de meses, entre os anos de 2004 e 2005.

Av. 9 de Julho, 4525 (demolida em 2005) Av. 9 de Julho, 4536 (demolida em 2005)

Inúmeras foram as preciosas casas demolidas ante a indiferença geral das autoridades, da universidade pública (relutante em cumprir seu papel de zelar pela preservação da memória e da qualidade da paisagem urbana), e da sociedade em geral. Algumas dessas casas eu mesmo fotografei no momento da demolição, com a convicção de que um dia seu valor para a cidade será finalmente reconhecido, ainda tardiamente. Talvez sejam os únicos registros desses exemplares.

E todo mundo capaz de enxergar é capaz de perceber como uma simples casinha no estilo missões tem a virtude de alegrar a mais cinzenta das ruas. A paisagem é um elemento essencial da qualidade de vida de qualquer ambiente ocupado pelo homem. É um direito e um dever de todo cidadão zelar pela paisagem e pela memória de sua cidade, especialmente agora que o poder público se revela incapaz de fazê-lo. Nos Estados Unidos, como vimos com o exemplo do Landmarks Club, há mais de 100 anos os cidadãos se mobilizam e se organizam em associações para a preservação do patrimônio histórico-arquitetônico. Só através do envolvimento efetivo da sociedade será possível reverter o atual quadro de descaso por esses significativos componentes da paisagem urbana.

Uma curiosidade: os postos de gasolina em estilo missões

Os postos de gasolina construídos em São Paulo nos anos 30 constituem dos elementos mais singulares da paisagem urbana paulistana, e uma das mais singulares aplicações do estilo missões. Sendo o México - e o Texas - dois dos principais produtores mundiais de petróleo na década de 30, nada mais natural que se associasse esse estilo aos postos de gasolina construídos nessa época, associação essa entre estilo e função comum na arquitetura de então. Sabemos da existência de dois postos de gasolina no estilo missões na cidade: um deles na av. Aclimação, esquina com Pires da Mota, fechado desde o ano passado, mas com reabertura é programada para o início de 2006. O outro se encontra na r. São Paulo esquina com r. do Glicério, em plena atividade. Ambos estão em ótimas condições de preservação e mantêm as características originais - exceto as bombas que foram substituídas por modelos mais modernos.

R. São Paulo - clique p/ ampliar

R. Pires da Mota

R. Pires da Mota

Características do estilo missões

O estilo missões no Brasil foi inspirado na arquitetura colonial mexicana, especialmente porque o México, sendo a região mais rica da América colonial, foi também a região que apresentou a maior diversidade arquitetônica. Isso se expressou numa riquíssima variedade de elementos arquitetônicos que vieram a ser empregados no Brasil.

Alguns elementos do estilo missões merecem uma explicação adicional. O neocolonial e o missões possuem fundamentos comuns, pois a arquitetura colonial tanto no Brasil como no restante da América Latina trazem as mesmas raízes ibéricas. Contudo, há diferenças, especialmente nos detalhes decorativos e no partido: no neocolonial, por exemplo, a planta geralmente é retangular, e o telhado é de quatro águas com beiral sustentado por cachorros, enquanto que no missões, a liberdade da composição é maior, tendo os arquitetos adeptos do estilo trabalhado bastante com jogos de volumes, com telhados de duas águas e anexos de uma água, sendo freqüente uma torre circular, a qual geralmente abriga uma biblioteca ou uma escada em hélice. Outra característica interessante são os arcos ogivais com a base larga, uma herança árabe, concebida para possibilitar a passagem de mulas que tranportavam cargas dos dois lados. (8)

O tratamento da pintura das paredes também merece comentário. As casas coloniais mexicanas eram pintadas anualmente, e os fiapos dos pincéis que iam se soltando criavam uma superfície irregular, imitada por meio de diversos artifícios no estilo missões daqui - a que grau de minúcia, de preocupação com os mínimos detalhes, de fidelidade ao original, chegavam os seguidores do estilo!

Outros detalhes arquitetônicos são comuns ao neocolonial e ao missões. Por exemplo, a utilização de telhas coloniais, as telhas de ponta arrebitadas (uma chinesice presente na arquitetura colonial brasileira).

A listagem a seguir apresenta apenas alguns dos elementos presentes nas construções de estilo missões em São Paulo, estando longe de esgotar o infinito repertório utilizado pelos arquitetos brasileiros especializados nessa tendência. Junto com a característica, incluí o grau de freqüência com que ocorre nos exemplares remanescentes da cidade. Essa graduação da freqüência é subjetiva, baseada na minha impressão pessoal a partir do exame e comparação desses exemplares.

(Para nos contatar, utilize o nosso email)

Clique nas imagens para ampliar:

Frontões em arco ou triangulares cobertos por telhas  (muito freqüente)
Torre circular com telhado de beiral (freqüente)

Esplêndida mansão do estilo missões na r. Scuvero (Cambuci)

Paredes com superfícies irregulares  (muito freqüente)
Arco com base larga. Este arco tem origem na arquitetura árabe, e foi criado para permitir a passagem de mulas de carga (freqüente)
Nichos para imagens de santos (pouco freqüente)  
Colunas torcidas, também chamadas de salomônicas (muito freqüente)
Muros cobertos por telhas  (freqüente)
Ornamentação em estuque nas paredes externas, inspirada em motivos platerescos e churriguerescos (pouco freqüente)
Varandas e balcões com balaústres torneados de madeira (freqüente)
Grades de ferro batido artisticamente trabalhado nas janelas e portões  (muito freqüente)
Rasgos de janelas e portas recortados em forma de concha (muito freqüente)
Azulejos formando pequenos painéis ou então isolados (freqüente)
Chaminés cobertas com pequenos arcos (freqüente)
Vitrais (freqüente)
Sacadas em forma de concha (pouco freqüente)  
Lampiões de ferro (freqüente)
Portas e janelas de madeira com motivos mouriscos (pouco freqüente)
Arcos com aduelas salientes de pedra ou imitação de pedra, colocadas a espaços regulares (pouco freqüente)

NOTAS

1 - NEWCOMB, Rexford. Spanish-Colonial Architecture in the United States. Dover Publications Inc., 1990, pg. 36.

2 - TORRE, Susana. Los estilos misionero y colonial hispano en California. In: AMARAL, Aracy (coord). Arquitectura Neocolonial: América Latina, Caribe, Estados Unidos. São Paulo: Memorial: Fondo de Cultura Económica, 1994, pg. 50.

3 - McMILLIAN, Elizabeth Jean. California Colonial: The Spanish and Rancho revival styles. Schiffer Publishing Ltd., 2002, pg. 35.

4 - WOLFF, Sílvia Ferreira Santos. Jardim América: O Primeiro Bairro-Jardim de São Paulo e Sua Arquitetura. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fapesp/Imprensa Oficial do Estado, 2001 pg. 228

5 - SANTOS, Paulo. F, Quatro Séculos de Arquitetura, apud RODRIGUES, Eduardo de Jesus. O Estilo Missões. São Paulo: FAU-USP, dissertação de mestrado, 1986, n.p..

6 - SAIA, Luís. Morada Paulista. São Paulo: Ed. Perspectiva, 3a. ed. 1985, pg. 219.

7 - RODRIGUES, Eduardo de Jesus, id.

8 - McMILLIAN, id. pg. 124.

Fotos - créditos: Jorge Eduardo Rubies

Jorge Eduardo Rubies

Voltar à página inicial