Edifício Guinle
Rua Direita nº 37 a 49
Número de pavimentos: 7 mais subsolo
Ano de conclusão: 1913
Uso: comércio no térreo; os demais andares estão desocupados
Proteção: nenhuma

O edifício Guinle, de 1913 é duas vezes pioneiro: por ter sido o primeiro prédio em concreto armado do Brasil, e também por ter sido o precursor dos arranha-céus de São Paulo, com seus portentosos sete andares - um colosso para a época. Ainda hoje, o edifício se destaca na paisagem da Rua Direita.
O prédio foi construído para abrigar o escritório paulista da família Guinle, carioca, que ao obter a concessão para a construção do porto de Santos, no final do século XIX, se tornou da noite para o dia a mais rica do país.
O autor do projeto foi Hipólito Gustavo Pujol Jr., um dos mais importantes arquitetos paulistas no início do século XX, tendo sido professor da Escola Politécnica. Seu trabalho se caracteriza pelas soluções técnicas inovadoras e pelo refinado acabamento. Em sua prolífica obra destacam-se também a sede do Banco do Brasil (atual Centro Cultural Banco do Brasil), na rua Álvares Penteado, e o Edifício Rolim.
Os testes estruturais foram realizados pelo Gabinete de Resistência de Materiais da Escola Politécnica, embrião do atual IPT.
A seguir, uma descrição do prédio, extraída do livro Pujol, Concreto e Arte, de André Balsamante Caram, à venda no Centro Cultural Banco do Brasil:
"Percebe-se uma certa influência do estilo art nouveau austríaco, principalmente nos detalhes decorativos. Os motivos florais permeiam alguns detalhes da fachada e foram colocados para dar uma certa leveza e sobriedade ao edifício. A imponência de sua altura é ressaltada pelos pilares que separam os caixilhos e pelo corpo que se destaca do centro da fachada e recebe detalhes apenas de transição entre os últimos andares. Os gradis de ferro colocados em frente das janelas marcam as divisões dos pavimentos e foram desenhados com predominância da linha reta, mas valorizando também o emprego das curvas; apenas o gradil do segundo andar recebe decoração floral, diferenciando-se dos demais gradis e salientando o avanço da fachada. No primeiro andar, a fachada recebe uma ostentação decorativa mais trabalhada que, apesar de mais profusa na fachada, não tira o caráter elegante e discreto da composição arquitetônica".
A fachada do edifício foi recentemente restaurada, e preserva todas as características originais; contudo, o interior foi descaracterizado.
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Edmundo e Jorge Rubies Jorge Rubies Jorge Eduardo RubiesJorge Eduardo Rubies