Banco de São Paulo

Rua XV de Novembro, 347; Praça Antonio Prado, 9; Rua São Bento, 380 a 398

Número de pavimentos: 16 mais 2 subsolos na r. XV de Novembro; 13 na r. São Bento

Ano de conclusão: 1938

Proteção: Z8 200 - 059

 

Muitas capitais brasileiras têm o seu arranha-céu art déco que é um marco da cidade. Em Curitiba, o Edifício Garcez. Em Porto Alegre, o Cine Guarani. No Rio, o Cine Pathé. E em São Paulo, o menos conhecido Banco de São Paulo.

A grande maioria dos edifícios art decô de São Paulo possui ornamentação austera, geralmente limitada à entrada. O prédio do Banco de São Paulo (não confundir com o do Banespa, que já foi objeto de um artigo neste site) é uma exceção, certamente o mais belo e requintado edifício neste estilo na cidade. Se a fachada ostenta uma belíssima ornamentação e chama a atenção apesar da localização não muito favorável (espremido entre edifícios gigantescos, como o do Banespa, do Banco do Brasil e o Martinelli), no seu interior a decoração do edifício se revela espetacular, fazendo jus ao nome do estilo no qual foi construído.

Projetado pelo arquiteto Álvaro Botelho por encomenda dos proprietários do Banco, a família Almeida Prado (uma das mais importantes famílias da oligarquia paulista do café). O Banco de São Paulo foi comprado pelo Banespa em 1973 e o imóvel passou para o Estado. Atualmente sedia a Secretaria Estadual da Juventude, Esporte e Lazer.

Não há talvez em São Paulo prédio com tão refinado e suntuoso acabamento interno. Ao passar a porta giratória, deparamos com o suntuoso saguão monumental. O piso é de mosaico de pastilhas de cerâmica esmaltada e dourada, formando diversos motivos. As luminárias e arandelas são de alabastro. No centro do saguão, mesas de granito maciço decoradas com cristais, onde se realizavam as transações. No mezanino, uma surpresa: o salão nobre decorado não em estilo art déco, mas à moda clássica, com colunas coríntias de madeira de lei. Todo o salão é revestido de madeira de lei, e o piso é de tacos de diferentes tons.

Somente o Liceu de Artes e Ofícios teria a qualificação para executar os ornatos deste prédio. Felizmente, chegou até os nossos dias inteiramente preservado. Uma jóia, das muitas que fazem do Centro de São Paulo um lugar único.

 

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Vista a partir do Martinelli

O grande saguão com o mezanino

Porta giratória

O magnífico relógio

Uma das mesas onde eram efetuados os negócios

Vão da escada

Porta do elevador

Painel do elevador

Painel do elevador

Consolo trabalhado

Detalhe do piso em mosaico

Bandeira da porta de entrada

Luminária em alabastro

Detalhe da escada

Detalhe do salão nobre do mezanino

Base da coluna do salão em madeira de lei

Baixo relevo com cenas rurais

Agradecimento: Luciano (segurança do edifício)

Edmundo  Rubies e  Jorge Rubies  Jorge  Eduardo Rubies